sexta-feira, 26 de novembro de 2010


“Advento” significa “que está para vir”. É um
tempo de expectativa pela vinda de Cristo.
A vinda temporal de Jesus é um fato passado. Mas,
como mistério vivo e real na Eucaristia, tem uma virtude
e uma graça especial.
Nas quatro semanas do Advento, a Igreja quer preparar
os fiéis para as graças e o coração para a vinde do menino Deus.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Maria «Mater Verbi Dei» e «Mater fidei»


Maria «Mater Verbi Dei» e «Mater fidei»
27. Os Padres sinodais declararam que o objectivo fundamental da XII Assembleia foi «renovar a fé da Igreja na Palavra de Deus»; por isso é necessário olhar para uma pessoa em Quem a reciprocidade entre Palavra de Deus e fé foi perfeita, ou seja, para a Virgem Maria, «que, com o seu sim à Palavra da Aliança e à sua missão, realiza perfeitamente a vocação divina da humanidade».[79] A realidade humana, criada por meio do Verbo, encontra a sua figura perfeita precisamente na fé obediente de Maria. Desde a Anunciação ao Pentecostes, vemo-La como mulher totalmente disponível à vontade de Deus. É a Imaculada Conceição, Aquela que é «cheia de graça» de Deus (cf. L c 1, 28), incondicionalmente dócil à Palavra divina (cf. L c 1, 38). A sua fé obediente face à iniciativa de Deus plasma cada instante da sua vida. Virgem à escuta, vive em plena sintonia com a Palavra divina; conserva no seu coração os acontecimentos do seu Filho, compondo-os por assim dizer num único mosaico (cf. L c 2, 19.51).[80]
No nosso tempo, é preciso que os fiéis sejam ajudados a descobrir melhor a ligação entre Maria de Nazaré e a escuta crente da Palavra divina. Exorto também os estudiosos a aprofundarem ainda mais a relação entre mariologia e teologia da Palavra. Daí poderá vir grande benefício tanto para a vida espiritual como para os estudos teológicos e bíblicos. De facto, quando a inteligência da fé olha um tema à luz de Maria, coloca-se no centro mais íntimo da verdade cristã. Na realidade, a encarnação do Verbo não pode ser pensada prescindindo da liberdade desta jovem mulher que, com o seu assentimento, coopera de modo decisivo para a entrada do Eterno no tempo. Ela é a figura da Igreja à escuta da Palavra de Deus que nela Se fez carne. Maria é também símbolo da abertura a Deus e aos outros; escuta activa, que interioriza, assimila, na qual a Palavra se torna forma de vida.
28. Nesta ocasião, desejo chamar a atenção para a familiaridade de Maria com a Palavra de Deus. Isto transparece com particular vigor no Magnificat. Aqui, em certa medida, vê-se como Ela Se identifica com a Palavra, e nela entra; neste maravilhoso cântico de fé, a Virgem exalta o Senhor com a sua própria Palavra: «O Magnificat – um retrato, por assim dizer, da sua alma – é inteiramente tecido de fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus. Desta maneira se manifesta que Ela Se sente verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se Palavra d’Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disso, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d’Ela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada».[81]
Além disso, a referência à Mãe de Deus mostra-nos como o agir de Deus no mundo envolve sempre a nossa liberdade, porque, na fé, a Palavra divina transforma-nos. Também a nossa acção apostólica e pastoral não poderá jamais ser eficaz, se não aprendermos de Maria a deixar-nos plasmar pela acção de Deus em nós: «A atenção devota e amorosa à figura de Maria, como modelo e arquétipo da fé da Igreja, é de importância capital para efectuar também nos nossos dias uma mudança concreta de paradigma na relação da Igreja com a Palavra, tanto na atitude de escuta orante como na generosidade do compromisso em prol da missão e do anúncio».[82]
Contemplando na Mãe de Deus uma vida modelada totalmente pela Palavra, descobrimo-nos também nós chamados a entrar no mistério da fé, pela qual Cristo vem habitar na nossa vida. Como nos recorda Santo Ambrósio, cada cristão que crê, em certo sentido, concebe e gera em si mesmo o Verbo de Deus: se há uma só Mãe de Cristo segundo a carne, segundo a fé, porém, Cristo é o fruto de todos.[83] Portanto, o que aconteceu em Maria pode voltar a acontecer em cada um de nós diariamente na escuta da Palavra e na celebração dos Sacramentos.
Fonte EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
PÓS-SINODAL
VERBUM DOMINI
DO SANTO PADRE
BENTO XVI

terça-feira, 2 de novembro de 2010

AGENDA DE MISSAS E ENCONTROS NOVEMBRO 2010

02 terça-feira 19.00 Missa pelos Falecidos Matriz
03 quarta-feira 18.00 Missa N. Sra Bom Parto Rio Bonito
04 quinta-feira 19.00 Missa Rainha da Paz S. Maria
05 sexta-feira 15.00 Missa Nossa Sra da Penha Rio Claro
06 Sábado 08.00 COPAV e Esc. Teologia
07 Domingo 08.00 Missa São Luiz 10.00 Missa Festiva Medianeira- Recreio
19.00 Missa Rainha da Paz S. Maria
10 quarta-feira 18.00 Missa S. Antonio Garrafão
11 quinta-feira 19.00 Missa Rainha da Paz Matriz
12 sexta-feira 08.00 Atendimento na Secretaria S. Maria
13 Sábado 13.00 Reunião Coordenadores de Comunidades
19.00 Missa do Retiro com jovens S. Maria
14 Domingo 08.00 Missa da Família e batizado Matriz
10.MissaCoração de Jesus Caramuru - 16.00 Missa S. Rita R. Possmoser
17 quarta-feira 18.00
18 quinta-feira 19.00 Missa Rainha da Paz Matriz
19 sexta-feira 18.00 Missa Nossa Sra Aparecida A. Recreio
20 Sábado 13-16 Estudo Bíblico CEBI Santa Maria
08.00 Confraterniz. Área pastoral S. Monica
21 Domingo 08.00 Missa Batizado Dv Esp.Santo - Vila Jetibá
10.00 Festa Cristo Rei
16.00 Missa c/batizado S. Francisc Córego Parasita
19.00 Missa Rainha da Paz S. Maria
24 quarta-feira 18.00 Missa N. Sra Penha Majeski
25 quinta-feira 19.00 Missa Rainha da Paz Matriz
26 sexta-feira 18.00 São Francisco Rio novo
27 Sábado 13-15 Encontro Preparação Crisma
18.00 Missa Ssma Trindade S. Maria Belém
28 Domingo 08.00 Missa Rainha da Paz Matriz
10.00 1ª Eucaristia São Sebastião - Recreio
16.00 1ª Eucaristia N.S.P.Socorro - R. Lamego
30 terça-feira 18.00 Missa S. Francisco S.J.Garrafão

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS
O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Irmã Teresia, uma verdadeira apóstola do Sagrado Coração de Jesus



O ano de 1991 foi um marco histórico para a comunidade católica de Santa Maria de Jetibá, pois, com a chegada da Irmã Terésia à Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz, houve muito empenho e ânimo que foram condições essenciais para a organização dos trabalhos comunitários.
A partir de então, a organização litúrgica ganhou força, através da formação de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Várias pessoas que passaram por esta formação puderam contribuir com os conhecimentos adquiridos para celebrações diferenciadas.
Irmã Terésia empenhou-se com força total para a formação dos ministros, para a realização dos círculos bíblicos e, ao mesmo tempo, não se esquecendo da caridade, ajudando aos mais carentes em suas necessidades físicas e espirituais ela jamais mediu esforços para o cumprimento da missão evangelizadora
Fundou a Pastoral Familiar, fazendo convite pessoal às famílias para o primeiro encontro que deu bons frutos: a implementação do ECC, proporcionando maior união entre as famílias e envolvimento dos casais nas atividades da igreja. Ainda nesse sentido, a realização de casamentos e incentivos ao fortalecimento das famílias nas comunidades, além da criação do Programa “Bíblia, Deus com a gente”, transmitido pela Rádio Pomerana FM diariamente, foram iniciativas fundamentais para o fortalecimento da Comunidade Católica no município de Santa Maria de Jetibá.
Iniciou a campanha de alimentos não perecíveis para serem doados as famílias carentes, cuja entrega era feita pelas irmãs.
Além disso, essa nobre irmã preocupou-se com os jovens da cidade, e sabendo que destes seria o futuro da Comunidade, Terésia realizava Palestras e Retiros Espirituais, a fim de educar os jovens nos conceitos éticos, sociais e religiosos.
Para proporcionar unidade até mesmo com as pessoas que professam outras crenças, foram iniciados os primeiros eventos ecumênicos na cidade, sob a liderança de Terésia e outros líderes religiosos. Os cultos ecumênicos acontecem até os dias de hoje e ocorrem de forma bem democrática. Democraticamente também atendia a todos, católicos ou não, que necessitassem de um auxilio espiritual.
Irmã Terésia, sempre muito dedicada às atividades eclesiásticas, esforçada e muito carismática com todos, incentivava a gratidão do povo, por meio do dízimo, conscientizando à todos sobre a importância desde gesto de agradecimento. Sempre foi muito firme e positiva, não se importando com as consequências da verdade, entretanto sempre tratou com muito respeito à todos os sacerdotes que passaram por aqui.
Por esses e outros inúmeros motivos que Irmã Terésia é considerada a madrinha da Comunidade Rainha da Paz e ficará para sempre viva em nossos corações e mentes.
Lucia Bergamaschi e Roberto Carlos de Oliveira

terça-feira, 14 de setembro de 2010

AS CINCO VIAS DA PALAVRA

Setembro é o mês da Bíblia. Sofremos um analfabetismo bíblico e precisamos criar o “século da Bíblia” e tê-la todos os dias em nossas mãos. Eis as cinco vias da Palavra.

1. O ouvido. Como poderemos crer sem ouvir a pregação da fé? “Ouve oh Israel”. Este é o mandamento divino. Dá-nos Senhor, ouvido de discípulo, pede o profeta Isaías. A fé entra pelo ouvido. Não podemos ser surdos ao Deus que se revela a nós como a amigos. Quem ouve minha Palavra e a põe em prática, este é o maior no reino dos céus, ensinou Jesus. Hoje se ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis o vosso coração, diz o livro de Samuel. A Palavra supõe a audição, o ouvido, do contrário, ela cai no chão.

2. A cabeça. A Palavra exige o estudo, a teologia, o magistério e o catecismo. A fé não pode contrariar a reta razão,mas, ela vai além da razão. É preciso dar a razão de nossa fé porque a verdade e a fé são duas asas que movem o ser humano até Deus. Fé e razão se completam. O ato de fé é um ato de decisão, de opção, de adesão a Deus, a Jesus Cristo e à revelação divina. A cabeça é uma via da fé para evitar todo infantilismo, magia, engano, exploração, fanatismo e heresia no âmbito da religião. A Palavra guia nossos pensamentos e oferece critérios, valores e luzes para a razão.


3. O coração. A Palavra ouvida, desce ao coração, ou seja, é interiorizada, assimilada, vivida, experimentada. É no intimo do coração que a Palavra se faz carne em nós. Ela se torna alimento. “Toma o livro e come-o” diz a Escritura. Há uma grande fome e sede da Palavra porque ela alimenta a fé no coração dos cristãos. A fé é resposta à Palavra e compromisso assumido no centro, no interior dos corações.

4. As mãos. A fé sem obras é morta. A Palavra alimenta a fé. É no testemunho, na ação, mas principalmente nos gestos de amor a Deus e ao próximo, que se manifesta nossa fé. Nossas mãos se abrem à generosidade, à solidariedade, à prática do amor pessoal e social, graças à fé. Uma fé autêntica é compromisso com a vida, a transformação, a promoção humana. Daí se entende os famosos binômios: fé e vida, oração e ação, mística e política, contemplação e transformação. A Palavra abre nossas mãos para a construção do reino, para as boas obras e o amor transformador.


5. Os pés. A Palavra é o combustível, o motor, a energia da missão. Quem tem fé não é acomodado, mas, missionário, caminhante, evangelizador. Fé com pé na estrada, pé a caminho, pé nas ruas, nas portas das casas, nas periferias e nas mansões. A fé leva ao lava-pés e a andar a pé para facilitar o encontro. De pessoa a pessoa, de casa em casa, de grupo em grupo, de nação a nação, a fé nos coloca em movimento, em ousadia missionária. Os caminhos da fé levam ao encontro com o diferente, o afastado, até o além fronteiras. A fé nos dá pés velozes que correm até os confins da terra, que nos levam ao povo. Com os pés iluminados pela Palavra caminhamos pressurosos para a casa do Pai. Pés evangelizadores que mesmo feridos e machucados nos deixam sempre de pé especialmente ao pé da cruz.



Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina

sábado, 11 de setembro de 2010

A BIBLIOTECA DIVINA EM NOSSO DIA –A- DIA



A palavra Bíblia deriva do grego βιβλία: "rolos” ou, "livros”. É comparada a uma biblioteca por possuir: cartas, orações, salmos, poemas, biografias, doutrinas, leis, profecias... Foi São Jerónimo (347- 420) tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo e Novo Testamento de "Biblioteca Divina".
A Palavra de Deus nos revela o rosto Divino e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé: Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó, Lia e Raquel, passando por Moisés, pelos profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do século I).
Mais do que história, a Bíblia é portadora de uma mensagem, ela proclama a boa notícia vinda de Deus: Ele nos ama e nos quer bem! Ele é o Deus que caminha conosco, que está ao nosso lado e nos dá força e coragem! Ela é o Testamento de Amor, a Carta que o Pai deixou para toda a humanidade. Nela encontramos os desejos e as intenções de Deus para conosco, as recomendações e os tesouros que Ele tem para nos oferecer.
O Mês da Bíblia (setembro) há de nos ajudar a nos familiarizarmos sempre mais com o texto Sagrado, não só pela leitura que deles se faz na liturgia, mas em nossas leituras e meditações pessoais ou nos círculos Bíblicos e grupos de reflexão que hoje fazem crescer tanto a Igreja, alimentada com a Palavra de Deus. Na verdade, todo mês devia ser Mês da Bíblia; todo dia devia ser Dia da Bíblia, para que Ela não seja simplesmente um ornamento em nossa casa. A Palavra de Deus deve ser o nosso alimento de cada dia do qual tiramos o sustento para a nossa vida e luz para em nossa caminhada. Helves Luiz Herbst